Banalidades, aleatoriedades, inutilidades, letras de música que não viraram música e alguma poesia

domingo, 18 de março de 2012

Erra uma vez

   nunca cometo o mesmo erro
duas vezes
    já cometo duas três
quatro cinco seis
   até esse erro aprender
que só o erro tem vez



Poema de Paulo Leminski. Achei no livro Poesia marginal, da editora Ática, coleção Para gostar de ler. O ano de publicação fico devendo porque a página onde deveria constar essa informação estava rasgada.





Doutorado

Se é para fazer merda
me chamem
tenho doutorado.



Constelação de imbecis

Pra que tantas estrelas no céu?
Deve ser pra uma cair de vez em quando
e algum imbecil achar que está com sorte.
Tantas estrelas no céu
e tenho apenas poucos desejos.
Tantas estrelas no céu
contemplando mais um imbecil aqui na Terra.




sábado, 17 de março de 2012

Os porquês dos nãoseioquês

Acho que esta é que deveria ser a primeira postagem. Na verdade, estou começando como blogueiro (que cara atrasado!) e fiz algumas postagens antes para testar e brincar um pouco com a formatação e os recursos do Blogger.
Portanto, agora sim: sejam bem-vindos(as) a este (re)canto obscuro e mofado do mundo cibernético!
Aqueles que me conhecem pessoalmente sabem que tenho uma cabeça gigantesca. Literalmente! E não sei muito bem o que tem dentro dela. Uma coisa que tenho certeza que há lá dentro é sangue. E como tem! Certa vez, quando eu era guri, aprontei uma para meu irmão e ele me cravou uma estaca de madeira na cabeça. Sangrou que foi uma beleza! Por umas duas horas pelo menos. Mas há outras coisas também. Coisas que, apesar do tamanho da minha cabeça, às vezes simplesmente não cabem mais lá e precisam ser colocadas para fora.
Como não sou uma pessoa que goste de falar muito e meu irmão nem sempre está disponível ou disposto a abrir meu crânio, coloco essas coisas no papel. Ou em acordes distorcidos de guitarra. Por isso o blog, entenderam? Aqui vocês vão encontrar banalidades, aleatoriedades, inutilidades, letras de música que não viraram música e alguma poesia. Tudo meio que misturado com sangue semicoagulado.
Se gostarem, que bom! Comentem e divulguem para outras pessoas. Vou ficar bem faceiro. Se não gostarem, bem, já sabem, né? Fodam-se!

sexta-feira, 9 de março de 2012

tic tac

 o relógio tic
 o relógio tac  

tictactictactictac
tictactictactictac

 nem ouço meu coração
 no mesmo ritmo

 vontade de jogar essa merda no lixo
 como se fosse adiantar
 ou atrasar alguma coisa  



Juros compostos

Os dias passam.
Às vezes muito quentes, às vezes muito frios,
chatos, monótonos, excitantes, inacreditáveis.
Uau!
Imperdoáveis.
Às vezes, nem isso.

Suaves prestações
com as quais vou pagando
o Divino Ditador
por algo que nem sequer queria.